Sinopse
Cinem(ação) é um espaço democrático para discussão de filmes, mercado cinematográfico e entrevistas. Oferecemos também artigos, críticas, e outros podcasts em nosso portal! www.cinemacao.com
Episódios
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#649: Seven - Os Sete Crimes Capitais
12/06/2026 Duração: 01h46minE se o final mais perturbador dos anos 90 existir porque um produtor enviou o documento errado por engano? Pois é exatamente isso o que aconteceu com Seven, e David Fincher não deixou ninguém mudar nem uma vírgula. Brad Pitt e Morgan Freeman também bateram o pé. O estúdio tentou mandar a versão "comercial". Os três ignoraram. Trinta anos depois, é difícil imaginar que poderia ter sido de outro jeito.Mas o que torna Seven tão visceralmente insuportável de esquecer? A fotografia de Darius Khondji com retenção de prata que cria pretos tão densos que você quase sente o cheiro da cena? O design de som que não te deixa em paz nem um segundo? Ou John Doe, um assassino que não é niilista porque, para ele, tudo importa demais?Rafael Arinelli, Pedro Amaro e Bel Petit revisitam o thriller de Fincher com olhos de 2026, discutem a lesão real de Brad Pitt que entrou no roteiro, o Kevin Spacey escondido no meio do filme sem crédito, e a questão que divide o grupo até hoje: afinal, John Doe venceu ou perdeu?A caixa está espe
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#648: Mulheres no Cinema
05/06/2026 Duração: 01h30minDe 1998 até 2025, as mulheres passaram de 17% para 23% das funções-chave nos bastidores de Hollywood. Três décadas. Seis pontos percentuais. Parece pouco? Porque é pouco. Mas a história fica ainda mais perturbadora quando você descobre que, em 2025, o número de filmes protagonizados por mulheres despencou 13 pontos em relação ao ano anterior. Como um avanço pode andar tão devagar enquanto o retrocesso corre?É sobre isso que este episódio se debruça: o paradoxo de um cinema que celebra diversidade nos discursos de premiação mas mantém sets hostis, etarismo estrutural, mulheres negras praticamente invisíveis nos cargos de tomada de decisão e a direção de fotografia como lugar quase inalcançável. Por que a Noruega conseguiu elevar de 20% para 62% a proporção de diretoras em apenas um ano, e o Brasil ainda engatinha? E o que a "fábrica de empatia" do Roger Ebert tem a ver com o movimento Red Pill?Rafael Arinelli recebe Luísa Pécora e Carissa Vieira para mergulhar nos números reais, nas políticas públicas que func
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#647: A onda de true crime no streaming
29/05/2026 Duração: 01h35minVocê sabia que seu cérebro libera dopamina ao assistir a um documentário de crime real? Que esse prazer é biologicamente parecido com o de um esporte radical, mas com a vantagem de você estar no sofá em segurança? Pois é. A ciência explica o fascínio. A ética, nem tanto.O True Crime virou um dos gêneros mais lucrativos do streaming global, custa uma fração do que uma série roteirizada e ainda assim prende milhões de espectadores. Mas o que está por trás desse sucesso todo? Por que 62% das mulheres afirmam consumir esses conteúdos como se fossem um curso de sobrevivência? E como a indústria passou de Gugu e Faustão para o Caso Evandro sem perder um fio de audiência pelo caminho?Rafael Arinelli, Thiago Muniz, Edu Sacer e Laysa Zanetti mergulham nos dilemas mais incômodos do gênero: a glamourização de assassinos como Jeffrey Dahmer, o fascínio desproporcional por Suzane von Richthofen, e o momento em que o espectador vira detetive amador e começa a linchar pessoas inocentes nas redes. É entretenimento, ativismo
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#646: Mortal Kombat II
22/05/2026 Duração: 01h41minSabe aquele protagonista original que ninguém pediu no primeiro Mortal Kombat? Cole Young tem a cabeça explodida logo no início do segundo filme. E isso não é spoiler. É pedido de desculpas oficial do diretor aos fãs.Mortal Kombat 2 abandonou o realismo chato, as justificativas complexas para poderes e abraçou a galhofa total dos games. Karl Urban interpreta um Johnny Cage mais velho e decadente, passou por treinos intensos para replicar os chutes do personagem, e o início do filme homenageia Van Damme com diálogos cafonas de propósito. Martyn Ford (mais de 2 metros de altura) passa 4 horas por dia na maquiagem para virar Shao Kahn. Ed Boon, criador da franquia, aparece como barman e dubla o "Get Over Here!" do Scorpion.Rafael Arinelli, Henrique Rizatto, Duda Smilari e Natália Malini debatem por que a crítica deu nota 47 no Metacritic enquanto o público aprovou com 89% no Rotten Tomatoes. Vale a pena medir Mortal Kombat com a mesma régua de Oppenheimer? Ou isso é só porradaria, sangue e nostalgia funcionando?
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#645: Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra
15/05/2026 Duração: 01h41minE se o apocalipse não fosse explosões e robôs assassinos, mas você voluntariamente escolhendo ficar deitado numa cama enquanto uma IA sedutora otimiza algoritmos de engajamento até você morrer de fome? Gore Verbinski voltou depois de nove anos para fazer “Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra”, e ele fracassou na bilheteria (9 milhões contra 20 de orçamento). Mas talvez seja exatamente por isso que você precisa ouvi-lo.Sam Rockwell interpreta um viajante do tempo na 117ª tentativa de salvar a humanidade. A missão? Andar seis quarteirões em Los Angeles para encontrar um menino de 9 anos que criará a IA responsável pelo colapso. Mas a ameaça não é a Skynet. É uma entidade emocionalmente carente que quer sua aprovação constante. E tem um gato centauro feito de gatinhos (sim, você leu certo) representando o "slop" digital gerado por IA.Rafael Arinelli, Bela Eichler e Alan Alves debatem como “Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra”, apesar do seu fracasso econômico, ter se tornado um dos filmes mais interessantes do ano. Vam
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#644: O Terror está em alta?
08/05/2026 Duração: 01h37minO cinema de terror valia 128 bilhões de dólares em 2025 e deve chegar a 224 bilhões até 2035. Como um gênero que era "cinema B" nas madrugadas virou a salvação econômica de Hollywood?A resposta envolve Skinamarink (feito com 15 mil dólares, viralizou no TikTok e faturou 2,1 milhões), Invocação do Mal (oito filmes, 2 bilhões de lucro com orçamento total de 180 milhões), e youtubers virando diretores. Os irmãos Philippou fizeram Fale Comigo com 4,5 milhões e embolsaram 90 milhões. Um garoto de 16 anos criou The Backrooms no YouTube e agora está virando longa.Mas tem um lado sombrio: a Netflix investe 17 bilhões em conteúdo, mas "pasteuriza" tudo com filtro de Stranger Things. As janelas de cinema encolheram para 45 dias, e roteiros estão sendo "tiktokerizados" para prender quem assiste mexendo no celular.Rafael Arinelli, Sil Perez (Rainhas do Grito), Cal Cruz e Fábio Franzoni (Terror sem Medo) debatem por que fãs de terror sofreram menos na pandemia (dark copers treinam o cérebro para catástrofes), o terror soc
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#643: O Cinema que Nos Faz Mudar de Opinião
01/05/2026 Duração: 01h49minSeu cérebro sabe que Parasita é ficção. Mas por que ele cria novas sinapses e conexões neurais como se você tivesse vivido aquela experiência? A Universidade de Nova York tem a resposta, e ela envolve o córtex pré-frontal medial "acendendo" enquanto você assiste filmes humanizados sobre imigrantes.Roger Ebert chamava o cinema de "fábrica de empatia". Mas até onde vai esse poder? Bicho de Sete Cabeças mudou leis antimanicomiais. Pixote ajudou a criar o ECA. Ainda Estou Aqui está mobilizando o STF. Mas e Tropa de Elite? Por que o público se identificou com o Capitão Nascimento em vez das vítimas? Onde está a linha entre intenção do autor e interpretação do espectador?Rafael Arinelli, Anna Livia, Domenica Mendes e Rodrigo Basso debatem a "teoria da sopa de feijão" (sim, isso existe e explica por que ninguém mais sabe interpretar texto na internet), a atração psicológica por vilões como Coringa e Thanos, e por que saímos de Manic Pixie Dream Girl nos anos 2000 para a estética Sad Girl de hoje.Cinema registra hist
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#642: O Drama
25/04/2026 Duração: 01h38minImagine revelar seu segredo mais sombrio na véspera do casamento. Agora imagine que todos na sala também têm segredos terríveis, mas só você será julgado como monstro. Bem-vindo a O Drama, o filme da A24 que está fazendo plateias saírem do cinema em silêncio constrangedor.Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal aparentemente perfeito cuja vida implode em uma dinâmica de grupo que vira armadilha moral. Mas aqui está a pegadinha de O Drama: por que uma personagem é condenada por um pensamento não executado enquanto outros saem ilesos por ações cruéis reais que machucaram pessoas de verdade? E o que o racismo estrutural tem a ver com isso?Rafael Arinelli, Thiago Muniz e Carissa Vieira destrinçam as camadas deste thriller psicológico de 28 milhões de dólares (que já faturou 81 milhões globalmente). Eles debatem Hannah Arendt e a banalidade do mal, Foucault e o panóptico das redes sociais, e por que um diretor norueguês conseguiu olhar para a "patologia americana" dos tiroteios em massa com uma lucidez bru
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#641: Separar a obra do artista?
17/04/2026 Duração: 01h51minVocê já estava curtindo demais um filme e, do nada, aquela informação inconveniente sobre o diretor apareceu na sua timeline e arruinou tudo? Bem-vindo ao dilema mais chato, e necessário, da cultura contemporânea.Neste episódio, Rafael Arinelli, Daniel Cury e Fabiana Lima debatem sobre a relação espinhosa entre a obra e o artista. Sem respostas fáceis, sem julgamentos apressados, mas com muita discussão honesta e alguns incômodos necessários.O papo passa por casos que você já conhece: Woody Allen, cujos filmes parecem ecoar de forma perturbadora sua vida pessoal; Roman Polanski, condenado e aplaudido de pé em Hollywood na mesma década; e J.K. Rowling, cujo ativismo anti-trans transforma cada Galleon gasto em Hogwarts numa escolha política, queira você ou não.Para dar embasamento teórico ao debate, o episódio apresenta dois lados da moeda: a Morte do Autor, de Roland Barthes, que defende que a obra pertence ao público assim que sai das mãos de quem a criou; e o Intentismo, que insiste que ignorar o autor é dar
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#640: Jeferson De e o espelho de Narciso
10/04/2026 Duração: 01h33minO que acontece quando um cineasta decide que, em 90 minutos de filme com protagonistas negros, retintos e pobres, absolutamente ninguém vai morrer? Jeferson De fez isso em Narciso (2026), e essa escolha é mais revolucionária do que parece.Criador do Dogma Feijoada em 1999 (um manifesto com sete leis para o cinema negro brasileiro), Jeferson De transita entre o cinema autoral e a TV Globo, onde apelidou os estúdios de "Quilombo de Curicica". Ele já dirigiu novelas que alcançam 50 milhões de pessoas e fez história quando em um determinado momento, tínhamos três protagonistas pretas simultaneamente no ar pela primeira vez na televisão brasileira. Mas como é equilibrar a velocidade industrial da TV (20 cenas por dia) com a calma contemplativa do cinema (quatro cenas por dia)?Rafael Arinelli e Fernando Machado recebem Jeferson De para um papo que vai do Pelourinho à Academia do Oscar (sim, ele é votante desde 2022), de um encontro casual com Michael B. Jordan em LA até a fotografia em preto e branco de Narciso que
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#639: A Nostalgia como combustível de consumo
03/04/2026 Duração: 01h23minVocê sabia que nostalgia já foi considerada uma doença mental diagnosticável? Que soldados suíços no século XVII eram internados por sentirem saudade de casa? E que hoje, você pode ter nostalgia de uma década que nunca viveu?A indústria cultural descobriu que vender o passado é mais seguro (e lucrativo) do que arriscar no futuro. Nove dos dez maiores sucessos de bilheteria de 2025 eram sequências ou remakes. Mas por que isso acontece? O que a neurociência diz sobre nossa relação com memórias? E como um conceito chamado Anemoia explica por que a Geração Z tem saudade dos anos 80 sem nunca ter pisado neles?Rafael Arinelli, Reinaldo Feurhuber e Manel Messias tem um papo filosófico e científico sobre a nostalgia. Eles discutem Hauntology (vivemos assombrados por futuros que nunca chegaram?), falsas memórias induzidas por críticos de cinema, e por que remakes de Rei Leão e Akira existem quando os originais são perfeitos.Tem Mark Fisher, Fredric Jameson, capitalismo tardio estragando hobbies, e a pergunta que ningu
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#638: Devoradores de Estrelas
27/03/2026 Duração: 01h50minRafael Arinelli, Henrique Rizatto, Sil Perez e Roberto (Pena) Spinelli falam sobre Devoradores de Estrelas, o filme de 248 milhões de dólares que prova que ficção científica hard pode (e deve) fazer você chorar.Ryan Gosling interpreta Ryland Grace, um professor de ciências que acorda numa nave espacial a 11,9 anos luz da Terra sem memória, cercado por dois cadáveres e com a missão de salvar a humanidade. Detalhe: ele foi sequestrado para a missão. A amnésia foi proposital para ele não lembrar disso logo de cara.Mas quem rouba o filme é Rocky, um alienígena feito de marionete física (manipulado por sete pessoas!) que consegue falar com um humano graças a um tradutor e vem de um planeta onde luz solar nunca chega. A parceria entre Grace e Rocky é o coração pulsante do filme: um é engenheiro brilhante, mas não conhece relatividade, o outro é físico teórico mas péssimo em engenharia.Phil Lord e Christopher Miller (do Aranhaverso) dirigem, Greig Fraser (de Duna) fotografa, e Andy Weir entrega hard science transfor
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#637: Oscar 2026: O Brasil Perdeu Ganhando
21/03/2026 Duração: 01h36minRafael Arinelli, Daniel Cury e Edu Sacer dissecam o Oscar 2026, a cerimônia em que o Brasil bateu recorde com cinco indicações mas voltou de mãos vazias. E tá tudo bem.A noite foi dominada pelo duelo entre Pecadores (16 indicações, recorde histórico) e Uma Batalha Após a Outra, que levou seis estatuetas incluindo Melhor Filme e finalmente deu o Oscar de Direção para Paul Thomas Anderson. Michael B. Jordan se tornou apenas o sexto ator negro a vencer Melhor Ator em quase 100 anos, enquanto Jess Buckley (Hamnet) foi a primeira irlandesa a levar Melhor Atriz.Mas tem polêmica: a produção cortou discursos de vencedores asiáticos com música, mas deixou americanos falarem à vontade. Guerreiras do K-pop fez história levando Animação e Canção Original (Golden), provando que o K-pop dominou até a Academia. E a Noruega ganhou seu primeiro Oscar de Filme Internacional com Valor Sentimental, derrotando Agente Secreto numa disputa apertada.Conan O'Brien voltou como anfitrião, 19,7 milhões assistiram, e Brigitte Bardot fico
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#636: A Disney perdeu a criatividade?
13/03/2026 Duração: 01h35minRafael Arinelli, Camila Henriques, Andreas Buhler e Henrique Rizatto enfrentam a pergunta que ninguém quer fazer mas todo mundo pensa: a Disney perdeu a criatividade ou só perdeu a coragem?Em 2025, a empresa foi o único estúdio a faturar mais de 6,5 bilhões de dólares, tornou o Disney+ lucrativo e quebrou recordes nos parques. Mas quando foi a última vez que criaram um universo do zero que virou fenômeno cultural? Frozen foi em 2013, gente. Treze anos atrás.O papo disseca o paradoxo: nove dos dez filmes de maior bilheteria recentes são marcas que já existem. Toy Story 5, Moana 2 ganhando live action antes de completar dez anos, remakes de Rei Leão e Pinóquio que tecnicamente são impecáveis mas emocionalmente vazios. O Disney+ virou vilão da história, forçando Marvel, Pixar e Lucasfilm a produzir em volume industrial até o público entrar em fadiga.E tem o elefante na sala: o público reclama da falta de originalidade, mas é ele quem garante bilhões para as sequências. Walt Disney hipotecou a casa para fazer Bra
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#635: No Calor da Noite
06/03/2026 Duração: 01h27minRafael Arinelli, Cecília Barroso e Pedro Amaro revisitam No Calor da Noite (1967), o thriller que fez Sidney Poitier dar o tapa mais importante da história do cinema. E não estamos exagerando.Lançado no auge do movimento pelos direitos civis, o filme de Norman Jewison transformou 2 milhões de dólares em 24 milhões de bilheteria e em um ato de resistência política. Poitier recebeu ameaças da Ku Klux Klan, a produção teve que sair do Mississippi por questões de segurança, e o ator exigiu em contrato o direito de revidar caso fosse agredido por um branco na tela. Aquele tapa não foi só roteiro. Foi revolução.Mas o papo vai além da cena viral: o grupo disseca como No Calor da Noite apresentou um trabalho revolucionário do fotógrafo Haskell Wexler (que literalmente inventou técnicas para iluminar pele negra porque as películas da época eram feitas para brancos), a montagem premiada de Hal Ashby e a trilha de Quincy Jones.Porém, tem crítica pesada também: por que Rod Steiger levou o Oscar de Melhor Ator e Poitier n
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#634: Iafa Britz: Da Sala Errada ao Topo das Bilheterias
27/02/2026 Duração: 01h34minRafael Arinelli e Marina Oliveira recebem Iafa Britz, a produtora que entrou na sala errada e nunca mais saiu do cinema. Literalmente. Ela foi fazer um curso de computação gráfica na Fundição Progresso, errou de porta e caiu numa aula de produção audiovisual. O resto é história (e blockbuster).Da era do deserto pós Embrafilme às franquias bilionárias de Minha Mãe é uma Peça, Iafa construiu a Migdal Filmes com um pacto pessoal: usar o sucesso comercial para bancar projetos de impacto social e diretores estreantes. É o cinema como devolução à sociedade, sem romantismo barato.Mas o papo vai fundo: a crise após a morte de Paulo Gustavo, o esgotamento num mercado que virou "jogo de adultos", e como a formação em psicologia salvou sua relação com o audiovisual. Iafa não tem papas na língua para falar sobre ego inflado, indústria tóxica e a necessidade de ter vida fora do set para não pirar de vez.Entre Cássia Eller, Descontrole e a adaptação de Geni pela Ana Muylaert, ela segue firme na "república dos excluídos". P
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#633: Marty Supreme
20/02/2026 Duração: 01h35minRafael Arinelli, Julia Barth, Diego Quaglia e Daniel Cury entram na máquina do tempo suada e gordurosa de Marty Supreme, a estreia solo de Josh Safdie que transforma Timothée Chalamet num vigarista narcisista dos anos 1950. E que alívio ver o garoto sensível finalmente interpretando um babaca profissional.Marty é um vendedor de sapatos que joga tênis de mesa como se fosse salvar a alma (spoiler: não vai), mas o filme não é sobre esporte. É sobre ambição podre, capitalismo selvagem e um protagonista que faz você torcer contra ele. Os Safdies (ou melhor, o Safdie) entregam aquela estética claustrofóbica de sempre: Nova York filmada em 35mm, suja, frenética e desconfortável como uma camisa de poliéster no verão.O plot twist técnico? A trilha sonora anos 80 num filme passado nos anos 50, porque Marty mentalmente já vivia no futuro do "eu, eu, eu". E tem Kevin O'Leary do Shark Tank pedindo pra levar raquetadas na cara. Sim, você leu certo.Marty Supreme é cinema ansioso sobre um homem criança que destrói tudo ao re
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#632: Hamnet
13/02/2026 Duração: 01h57minRafael Arinelli, Fabiana Lima, Carissa Vieira e Gustavo Reinecken mergulham na dor shakespeariana de Hamnet, o novo filme de Chloé Zhao que finalmente faz justiça à mulher por trás do bardo mais famoso da história – e não, não estamos falando de Anne Hathaway, a atriz (mas quase).O filme faz uma engenharia reversa emocional: tira Agnes (a verdadeira Anne Hathaway) da sombra do marido e a transforma em protagonista absoluta através da arrebatadora Jessie Buckley. Enquanto isso, Paul Mescal interpreta um Shakespeare curiosamente estático, preso em enquadramentos que sugerem que até fora do palco ele continuava atuando.A grande sacada de Zhao? Fugir das firulas técnicas e deixar que a emoção crua conduza a narrativa. É cinema contemplativo, quase teatral, onde a câmera parada obriga os atores a entregarem tudo. E quando Agnes finalmente assiste à peça Hamlet e compreende que aquilo é o luto materializado do marido... bem, preparem os lenços.Hamnet não é só um filme sobre perda, é sobre como a arte transforma sof
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#631: Expectativas para 2026
06/02/2026 Duração: 01h53minRafael Arinelli, Thiago Muniz, Edu Sacer e Laysa Zanetti se reúnem para dissecar o cardápio cinematográfico de 2026 - e spoiler: tem coisa boa, tem jabá nostalgia e tem Disney espremendo franquia até sair suco de plástico.O papo começa quente com as surpresas de janeiro (quem diria que Extermínio seria surpreendente de verdade?) e segue pelos "oscarizáveis" de fevereiro, incluindo O Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennell – que promete dividir puristas literários e cinéfilos modernosos. Março traz o possível adeus cinematográfico de Fernanda Montenegro em Velhos Bandidos, enquanto abril entrega o combo nostálgico mais poderoso: O Diabo Veste Prada 2. Meryl Streep voltando para aterrorizar assistentes? That's all.Mas o verdadeiro orgasmo cinéfilo vem em julho com Odisseia, de Christopher Nolan – mitologia grega + IMAX = shut up and take my money. O ano fecha com um embate de titãs: Duna 3 vs. Vingadores: Doutor Destino. Spoiler²: Robert Downey Jr. está de volta à Marvel e ninguém sabe como se sentir sobre
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REPRISE #400: Desconstruindo os tempos de John Hughes
30/01/2026 Duração: 01h07minHoje voltamos com uma reprise emblemática: o episódio de número 400 do Cinem(ação), um marco que celebramos mergulhando fundo no universo de John Hughes e nas memórias cinematográficas dos anos 80 e 90.Com roteiro de Daniel Cury e produção e edição de Rafael Arinelli, este episódio reúne Domenica Mendes, Edu Sacer e Guilherme Arinelli para revisitar a obra de John Hughes e analisar o impacto de seus filmes em diferentes gerações. A conversa parte de um eixo histórico: Hughes roteirizou e dirigiu grande parte de seus sucessos entre os anos 1980 e 1990, período em que suas obras se tornaram referências e foram reprisadas incansavelmente na televisão.Neste episódio, o grupo discute encontros de gerações, contexto histórico, nostalgia, amadurecimento e a forma como esses filmes falavam com o público daquela época. A grande provocação permanece atual: será que as obras de John Hughes ainda dialogam com o público de hoje? O olhar e o comportamento moldados nos anos 80 e 90 fazem sentido diante das demandas contempo