O Mundo Agora

EUA transformam facções em variável de campanha presidencial no Brasil

Informações:

Sinopse

Toda medida externa que cai num ano eleitoral deixa de ser o que era. A designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos nasceu instrumento de segurança e de risco financeiro. Mas a quatro meses da eleição, se transformou em variável de campanha. E o que a torna interessante é que ela rende para os dois lados ao mesmo tempo. Thiago de Aragão, analista político Antes dos efeitos, um ponto que precisa ficar de pé, porque a leitura preguiçosa já contaminou o debate: a designação não é obra de Flávio Bolsonaro (candidato do Partido Liberal à presidência) nem da família. O Departamento de Estado vinha costurando isso há pelo menos dois anos, dentro de uma lógica própria de Washington, a de jogar a moldura de contraterrorismo sobre o crime organizado latino-americano. O lobby da oposição acelerou e se pendurou ruidosamente num movimento que já corria. Não o criou. Quem troca coincidência de calendário por causa atribui a Brasília um poder