Jorge Borges

A curiosidade ainda tem lugar na era da era da IA?

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Sinopse

Há uma fotografia tirada em 2014 pelo fotógrafo Gijsbert van der Wal que nunca deixou de circular nas conversas sobre tecnologia e educação. Mostra um grupo de jovens sentados em frente a «A Ronda da Noite», de Rembrandt, no Rijksmuseum de Amesterdão — todos com os olhos fixos nos telemóveis. A imagem tornou-se num símbolo quase perfeito do que os educadores mais temem: a indiferença das novas gerações perante tudo o que não caiba num ecrã. Acontece, porém, que a história não era bem essa. Os jovens naquela sala não estavam a jogar nem nas redes sociais. Estavam a usar a aplicação interactiva do próprio museu para aprofundar o que tinham acabado de ver. A realidade, uma vez mais, era mais complexa do que o símbolo.É a partir desta tensão — entre o que parece e o que é, entre o medo que os adultos projectam nas tecnologias e o que os jovens realmente fazem com elas — que Luís Caldas de Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, estrutura um argumento publicado recentemente no