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Ameaça de boicote dos europeus à Copa do Mundo de 2026 teria impacto no governo Trump?

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Sinopse

Entre tantas alternativas de retaliação e de tentativa de controle sobre o que os Estados Unidos vêm fazendo em relação à Europa, uma ameaça de boicote europeu à Copa do Mundo de 2026 em solo americano talvez fosse uma das poucas jogadas capazes de, de fato, fazer Trump recuar. Não porque ele se importe com a pureza do esporte ou com a liturgia da FIFA, mas porque mexe em três coisas que pesam muito no seu universo de prioridades: imagem, dinheiro e narrativa. Thiago de Aragão, analista político De repente, a maior vitrine do planeta, cuidadosamente montada em casa, corre o risco de virar um grande palco de constrangimento ao vivo. Um boicote desse tipo não nasceria como raio em céu azul. Ele viria depois de meses de atrito, cobranças públicas e humilhações discretas, especialmente em torno da Groenlândia. Cada declaração sobre “interesse estratégico”, cada ameaça tarifária contra aliados europeus, cada aceno de que, se for preciso atropelar sensibilidades de Copenhague, Bruxelas e companhia, se atropela. Em