Podcast Cinem(ação)

  • Autor: Vários
  • Narrador: Vários
  • Editora: Podcast
  • Duração: 1189:34:54
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Informações:

Sinopse

Cinem(ação) é um espaço democrático para discussão de filmes, mercado cinematográfico e entrevistas. Oferecemos também artigos, críticas, e outros podcasts em nosso portal! www.cinemacao.com

Episódios

  • #655: A Odisseia

    24/07/2026 Duração: 01h35min

    Tem gente saindo do cinema enjoada. De verdade. E não é reclamação sobre o roteiro, é o corpo reagindo à escala monumental do IMAX de 70mm que Christopher Nolan usou para filmar A Odisseia do início ao fim, algo inédito na história do cinema de ficção. Nolan foi ao mar aberto, filmou em condições reais e conseguiu deixar até a própria equipe passando mal entre uma tomada e outra.Matt Damon interpreta um Odisseu que os debatedores comparam a um "Oppenheimer de armadura", um homem assombrado pela culpa de ter criado uma arma que mudou a guerra para sempre. Mas o que mais gerou barulho nas redes antes da estreia foram as escolhas de elenco: Lupita Nyong'o como Helena de Tróia, Elliot Page como Sinon e Travis Scott como um bardo grego. Cada uma dessas decisões carrega uma justificativa que vale a pena ouvir com atenção.Rafael Arinelli, Wesley Ferreira e Rafael Gonzaga discutem os efeitos práticos de A Odisseia, os paralelos com toda a filmografia de Nolan, e uma crítica que não pode ficar de fora: as mulheres do

  • #654: O Emmy e as séries de qualidade

    17/07/2026 Duração: 01h26min

    A indústria de TV produziu 40% menos programas em 2026 do que no auge da Peak TV. Menos volume, mais prestígio. Mas será que isso significa mais qualidade, ou só menos opções para escolher os mesmos nomes de sempre?Este episódio investiga o Emmy 2026 em um momento de reorganização total do jogo. A HBO Max lidera com 122 indicações, mas a Apple TV+ surpreende como a "anti Netflix", apostando em curadoria enxuta e batendo recorde histórico. Enquanto isso, The Pitt aparece como a grande sensação do ano, resgatando o formato clássico da TV médica. Mas será hype de nostalgia ou mérito genuíno? E por que Rhea Seehorn finalmente sendo reconhecida parece uma reparação histórica atrasada demais?Rafael Arinelli, Thiago Muniz, Edu Sacer e Laysa Zanetti discutem a despedida de Hacks com números inéditos para uma comédia, o fenômeno Pluribus de Vince Gilligan, e as falhas estruturais do próprio Emmy, categorias definidas por minutagem, calendário confuso e a eterna injustiça dos telefilmes.Prestígio, nostalgia e tecnologi

  • #653: Supergirl

    10/07/2026 Duração: 01h35min

    Como um filme com uma das melhores atuações do ano em um papel de super herói pode desabar 77% de bilheteria no segundo final de semana? Essa é a pergunta que abre este episódio, e a resposta envolve estúdio nervoso, cortes de 11 minutos e uma Kara Zor El que talvez fosse boa demais para o filme em que ela apareceu.Milly Alcock entrega uma Supergirl marcada por trauma, memórias reais de Krypton e uma frase que já virou debate entre fãs: enquanto o Superman vê o bem em todos, ela vê a verdade. Mas será que o filme sustenta essa complexidade até o fim, ou trai o material original de Tom King e da brasileira Bilquis Evely pelo caminho?Rafael Arinelli, Julia Barth, Marina Anderi e Henrique Rizatto discutem a colorimetria desbotada que ignora a beleza da HQ, questionam a real função de Jason Momoa como Lobo, e mergulham na mudança polêmica do desfecho, quando Kara toma uma decisão que a HQ jamais permitiria. Interferência de estúdio, medo de desacelerar e uma pergunta incômoda sobre até onde a saturação do gênero

  • #652: Grandes cenas de abertura dos filmes

    03/07/2026 Duração: 01h34min

    Tem filme que demora para engrenar. E tem filme que, em poucos minutos, já te sequestra pela gola e não solta mais. É sobre esse tipo raro de abertura que este episódio conversa, daquelas que dizem tudo o que precisam dizer e ainda deixam um mistério no ar para fisgar a audiência.Neste papo, o time do Cinemação passeia por aberturas que viraram aula de cinema, de Matrix, com sua Trinity fugindo da polícia e sumindo no telefone como quem acabou de dobrar a realidade, até O Senhor dos Anéis, que condensa séculos de história em poucos minutos e ainda te entrega a grandiosidade épica sem perder o coração da fantasia. Tem também O Agente Secreto, Central do Brasil, Psicose, Tubarão, Jurassic Park, Star Wars, Pânico e, claro, a abertura insana de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, que parece um curta dentro do filme e já chega humilhando meio universo audiovisual por aí.Rafael Arinelli, Domenica Mendes e Rodrigo Basso entram nessa disputa deliciosa para discutir o que faz uma abertura ser memorável: atmosfera, t

  • #651: Cinefilia em Tempos de Feed

    26/06/2026 Duração: 01h17min

    A cinefilia morreu? Claro que não. Mas talvez tenha trocado de roupa, de ritual e até de personalidade no caminho. Antes, descobrir filmes era uma caça ao tesouro. Hoje, entre listas, estrelas, rankings e cortes de rede social, assistir virou também um jeito de se apresentar ao mundo. E nem sempre isso é uma boa notícia.Neste episódio, Rafael Arinelli, Cecília Barroso e Mariane Morisawa mergulham no lado mais curioso e incômodo dessa nova relação com o cinema. O Letterboxd aparece como vitrine, cartão de visita e, para alguns, pequena máquina de ansiedade disfarçada de rede social. Quantas estrelas merecem um filme? Por que tanta gente parece mais preocupada em parecer sofisticada do que em sentir alguma coisa de verdade? E o que acontece quando a crítica vira competição, o algoritmo vira curador e a atenção humana começa a ser tratada como artigo de luxo?A conversa também passa pela crise da crítica formal, pela força da curadoria humana, pelo papel do mainstream como porta de entrada para filmes mais ousado

  • #650: Dia D

    20/06/2026 Duração: 01h44min

    E se governos e corporações esconderam vida extraterrestre por décadas porque simplesmente não confiam em você? Essa é a provocação central de Dia D, o novo filme de Steven Spielberg que estreou em junho de 2026 com 115 milhões de dólares de orçamento, John Williams aos 94 anos na trilha sonora e uma pergunta filosófica que incomoda muito mais do que qualquer alienígena.Porque o grande tema aqui não é o contato com seres de outro planeta. É a empatia. É a capacidade humana de olhar nos olhos de algo completamente diferente e reconhecer sofrimento. E é o confronto entre quem acredita que a verdade pertence a todos e quem acha que a humanidade simplesmente não está pronta para ela.Rafael Arinelli, Laysa Zanetti, Fabiana Lima e Marcelo Muller debatem Dia D, e falam sobre "breguice" sentimental de Spielberg sobre ser um defeito ou a única resposta honesta ao cinismo moderno, discutem por que Emily Blunt e Colman Domingo roubam cada cena que aparecem, e enfrentam a questão que divide o grupo: o público de 2026 ain

  • #649: Seven - Os Sete Crimes Capitais

    12/06/2026 Duração: 01h46min

    E se o final mais perturbador dos anos 90 existir porque um produtor enviou o documento errado por engano? Pois é exatamente isso o que aconteceu com Seven, e David Fincher não deixou ninguém mudar nem uma vírgula. Brad Pitt e Morgan Freeman também bateram o pé. O estúdio tentou mandar a versão "comercial". Os três ignoraram. Trinta anos depois, é difícil imaginar que poderia ter sido de outro jeito.Mas o que torna Seven tão visceralmente insuportável de esquecer? A fotografia de Darius Khondji com retenção de prata que cria pretos tão densos que você quase sente o cheiro da cena? O design de som que não te deixa em paz nem um segundo? Ou John Doe, um assassino que não é niilista porque, para ele, tudo importa demais?Rafael Arinelli, Pedro Amaro e Bel Petit revisitam o thriller de Fincher com olhos de 2026, discutem a lesão real de Brad Pitt que entrou no roteiro, o Kevin Spacey escondido no meio do filme sem crédito, e a questão que divide o grupo até hoje: afinal, John Doe venceu ou perdeu?A caixa está espe

  • #648: Mulheres no Cinema

    05/06/2026 Duração: 01h30min

    De 1998 até 2025, as mulheres passaram de 17% para 23% das funções-chave nos bastidores de Hollywood. Três décadas. Seis pontos percentuais. Parece pouco? Porque é pouco. Mas a história fica ainda mais perturbadora quando você descobre que, em 2025, o número de filmes protagonizados por mulheres despencou 13 pontos em relação ao ano anterior. Como um avanço pode andar tão devagar enquanto o retrocesso corre?É sobre isso que este episódio se debruça: o paradoxo de um cinema que celebra diversidade nos discursos de premiação mas mantém sets hostis, etarismo estrutural, mulheres negras praticamente invisíveis nos cargos de tomada de decisão e a direção de fotografia como lugar quase inalcançável. Por que a Noruega conseguiu elevar de 20% para 62% a proporção de diretoras em apenas um ano, e o Brasil ainda engatinha? E o que a "fábrica de empatia" do Roger Ebert tem a ver com o movimento Red Pill?Rafael Arinelli recebe Luísa Pécora e Carissa Vieira para mergulhar nos números reais, nas políticas públicas que func

  • #647: A onda de true crime no streaming

    29/05/2026 Duração: 01h35min

    Você sabia que seu cérebro libera dopamina ao assistir a um documentário de crime real? Que esse prazer é biologicamente parecido com o de um esporte radical, mas com a vantagem de você estar no sofá em segurança? Pois é. A ciência explica o fascínio. A ética, nem tanto.O True Crime virou um dos gêneros mais lucrativos do streaming global, custa uma fração do que uma série roteirizada e ainda assim prende milhões de espectadores. Mas o que está por trás desse sucesso todo? Por que 62% das mulheres afirmam consumir esses conteúdos como se fossem um curso de sobrevivência? E como a indústria passou de Gugu e Faustão para o Caso Evandro sem perder um fio de audiência pelo caminho?Rafael Arinelli, Thiago Muniz, Edu Sacer e Laysa Zanetti mergulham nos dilemas mais incômodos do gênero: a glamourização de assassinos como Jeffrey Dahmer, o fascínio desproporcional por Suzane von Richthofen, e o momento em que o espectador vira detetive amador e começa a linchar pessoas inocentes nas redes. É entretenimento, ativismo

  • #646: Mortal Kombat II

    22/05/2026 Duração: 01h41min

    Sabe aquele protagonista original que ninguém pediu no primeiro Mortal Kombat? Cole Young tem a cabeça explodida logo no início do segundo filme. E isso não é spoiler. É pedido de desculpas oficial do diretor aos fãs.Mortal Kombat 2 abandonou o realismo chato, as justificativas complexas para poderes e abraçou a galhofa total dos games. Karl Urban interpreta um Johnny Cage mais velho e decadente, passou por treinos intensos para replicar os chutes do personagem, e o início do filme homenageia Van Damme com diálogos cafonas de propósito. Martyn Ford (mais de 2 metros de altura) passa 4 horas por dia na maquiagem para virar Shao Kahn. Ed Boon, criador da franquia, aparece como barman e dubla o "Get Over Here!" do Scorpion.Rafael Arinelli, Henrique Rizatto, Duda Smilari e Natália Malini debatem por que a crítica deu nota 47 no Metacritic enquanto o público aprovou com 89% no Rotten Tomatoes. Vale a pena medir Mortal Kombat com a mesma régua de Oppenheimer? Ou isso é só porradaria, sangue e nostalgia funcionando?

  • #645: Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra

    15/05/2026 Duração: 01h41min

    E se o apocalipse não fosse explosões e robôs assassinos, mas você voluntariamente escolhendo ficar deitado numa cama enquanto uma IA sedutora otimiza algoritmos de engajamento até você morrer de fome? Gore Verbinski voltou depois de nove anos para fazer “Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra”, e ele fracassou na bilheteria (9 milhões contra 20 de orçamento). Mas talvez seja exatamente por isso que você precisa ouvi-lo.Sam Rockwell interpreta um viajante do tempo na 117ª tentativa de salvar a humanidade. A missão? Andar seis quarteirões em Los Angeles para encontrar um menino de 9 anos que criará a IA responsável pelo colapso. Mas a ameaça não é a Skynet. É uma entidade emocionalmente carente que quer sua aprovação constante. E tem um gato centauro feito de gatinhos (sim, você leu certo) representando o "slop" digital gerado por IA.Rafael Arinelli, Bela Eichler e Alan Alves debatem como “Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra”, apesar do seu fracasso econômico, ter se tornado um dos filmes mais interessantes do ano. Vam

  • #644: O Terror está em alta?

    08/05/2026 Duração: 01h37min

    O cinema de terror valia 128 bilhões de dólares em 2025 e deve chegar a 224 bilhões até 2035. Como um gênero que era "cinema B" nas madrugadas virou a salvação econômica de Hollywood?A resposta envolve Skinamarink (feito com 15 mil dólares, viralizou no TikTok e faturou 2,1 milhões), Invocação do Mal (oito filmes, 2 bilhões de lucro com orçamento total de 180 milhões), e youtubers virando diretores. Os irmãos Philippou fizeram Fale Comigo com 4,5 milhões e embolsaram 90 milhões. Um garoto de 16 anos criou The Backrooms no YouTube e agora está virando longa.Mas tem um lado sombrio: a Netflix investe 17 bilhões em conteúdo, mas "pasteuriza" tudo com filtro de Stranger Things. As janelas de cinema encolheram para 45 dias, e roteiros estão sendo "tiktokerizados" para prender quem assiste mexendo no celular.Rafael Arinelli, Sil Perez (Rainhas do Grito), Cal Cruz e Fábio Franzoni (Terror sem Medo) debatem por que fãs de terror sofreram menos na pandemia (dark copers treinam o cérebro para catástrofes), o terror soc

  • #643: O Cinema que Nos Faz Mudar de Opinião

    01/05/2026 Duração: 01h49min

    Seu cérebro sabe que Parasita é ficção. Mas por que ele cria novas sinapses e conexões neurais como se você tivesse vivido aquela experiência? A Universidade de Nova York tem a resposta, e ela envolve o córtex pré-frontal medial "acendendo" enquanto você assiste filmes humanizados sobre imigrantes.Roger Ebert chamava o cinema de "fábrica de empatia". Mas até onde vai esse poder? Bicho de Sete Cabeças mudou leis antimanicomiais. Pixote ajudou a criar o ECA. Ainda Estou Aqui está mobilizando o STF. Mas e Tropa de Elite? Por que o público se identificou com o Capitão Nascimento em vez das vítimas? Onde está a linha entre intenção do autor e interpretação do espectador?Rafael Arinelli, Anna Livia, Domenica Mendes e Rodrigo Basso debatem a "teoria da sopa de feijão" (sim, isso existe e explica por que ninguém mais sabe interpretar texto na internet), a atração psicológica por vilões como Coringa e Thanos, e por que saímos de Manic Pixie Dream Girl nos anos 2000 para a estética Sad Girl de hoje.Cinema registra hist

  • #642: O Drama

    25/04/2026 Duração: 01h38min

    Imagine revelar seu segredo mais sombrio na véspera do casamento. Agora imagine que todos na sala também têm segredos terríveis, mas só você será julgado como monstro. Bem-vindo a O Drama, o filme da A24 que está fazendo plateias saírem do cinema em silêncio constrangedor.Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal aparentemente perfeito cuja vida implode em uma dinâmica de grupo que vira armadilha moral. Mas aqui está a pegadinha de O Drama: por que uma personagem é condenada por um pensamento não executado enquanto outros saem ilesos por ações cruéis reais que machucaram pessoas de verdade? E o que o racismo estrutural tem a ver com isso?Rafael Arinelli, Thiago Muniz e Carissa Vieira destrinçam as camadas deste thriller psicológico de 28 milhões de dólares (que já faturou 81 milhões globalmente). Eles debatem Hannah Arendt e a banalidade do mal, Foucault e o panóptico das redes sociais, e por que um diretor norueguês conseguiu olhar para a "patologia americana" dos tiroteios em massa com uma lucidez bru

  • #641: Separar a obra do artista?

    17/04/2026 Duração: 01h51min

    Você já estava curtindo demais um filme e, do nada, aquela informação inconveniente sobre o diretor apareceu na sua timeline e arruinou tudo? Bem-vindo ao dilema mais chato, e necessário, da cultura contemporânea.Neste episódio, Rafael Arinelli, Daniel Cury e Fabiana Lima debatem sobre a relação espinhosa entre a obra e o artista. Sem respostas fáceis, sem julgamentos apressados, mas com muita discussão honesta e alguns incômodos necessários.O papo passa por casos que você já conhece: Woody Allen, cujos filmes parecem ecoar de forma perturbadora sua vida pessoal; Roman Polanski, condenado e aplaudido de pé em Hollywood na mesma década; e J.K. Rowling, cujo ativismo anti-trans transforma cada Galleon gasto em Hogwarts numa escolha política, queira você ou não.Para dar embasamento teórico ao debate, o episódio apresenta dois lados da moeda: a Morte do Autor, de Roland Barthes, que defende que a obra pertence ao público assim que sai das mãos de quem a criou; e o Intentismo, que insiste que ignorar o autor é dar

  • #640: Jeferson De e o espelho de Narciso

    10/04/2026 Duração: 01h33min

    O que acontece quando um cineasta decide que, em 90 minutos de filme com protagonistas negros, retintos e pobres, absolutamente ninguém vai morrer? Jeferson De fez isso em Narciso (2026), e essa escolha é mais revolucionária do que parece.Criador do Dogma Feijoada em 1999 (um manifesto com sete leis para o cinema negro brasileiro), Jeferson De transita entre o cinema autoral e a TV Globo, onde apelidou os estúdios de "Quilombo de Curicica". Ele já dirigiu novelas que alcançam 50 milhões de pessoas e fez história quando em um determinado momento, tínhamos três protagonistas pretas simultaneamente no ar pela primeira vez na televisão brasileira. Mas como é equilibrar a velocidade industrial da TV (20 cenas por dia) com a calma contemplativa do cinema (quatro cenas por dia)?Rafael Arinelli e Fernando Machado recebem Jeferson De para um papo que vai do Pelourinho à Academia do Oscar (sim, ele é votante desde 2022), de um encontro casual com Michael B. Jordan em LA até a fotografia em preto e branco de Narciso que

  • #639: A Nostalgia como combustível de consumo

    03/04/2026 Duração: 01h23min

    Você sabia que nostalgia já foi considerada uma doença mental diagnosticável? Que soldados suíços no século XVII eram internados por sentirem saudade de casa? E que hoje, você pode ter nostalgia de uma década que nunca viveu?A indústria cultural descobriu que vender o passado é mais seguro (e lucrativo) do que arriscar no futuro. Nove dos dez maiores sucessos de bilheteria de 2025 eram sequências ou remakes. Mas por que isso acontece? O que a neurociência diz sobre nossa relação com memórias? E como um conceito chamado Anemoia explica por que a Geração Z tem saudade dos anos 80 sem nunca ter pisado neles?Rafael Arinelli, Reinaldo Feurhuber e Manel Messias tem um papo filosófico e científico sobre a nostalgia. Eles discutem Hauntology (vivemos assombrados por futuros que nunca chegaram?), falsas memórias induzidas por críticos de cinema, e por que remakes de Rei Leão e Akira existem quando os originais são perfeitos.Tem Mark Fisher, Fredric Jameson, capitalismo tardio estragando hobbies, e a pergunta que ningu

  • #638: Devoradores de Estrelas

    27/03/2026 Duração: 01h50min

    Rafael Arinelli, Henrique Rizatto, Sil Perez e Roberto (Pena) Spinelli falam sobre Devoradores de Estrelas, o filme de 248 milhões de dólares que prova que ficção científica hard pode (e deve) fazer você chorar.Ryan Gosling interpreta Ryland Grace, um professor de ciências que acorda numa nave espacial a 11,9 anos luz da Terra sem memória, cercado por dois cadáveres e com a missão de salvar a humanidade. Detalhe: ele foi sequestrado para a missão. A amnésia foi proposital para ele não lembrar disso logo de cara.Mas quem rouba o filme é Rocky, um alienígena feito de marionete física (manipulado por sete pessoas!) que consegue falar com um humano graças a um tradutor e vem de um planeta onde luz solar nunca chega. A parceria entre Grace e Rocky é o coração pulsante do filme: um é engenheiro brilhante, mas não conhece relatividade, o outro é físico teórico mas péssimo em engenharia.Phil Lord e Christopher Miller (do Aranhaverso) dirigem, Greig Fraser (de Duna) fotografa, e Andy Weir entrega hard science transfor

  • #637: Oscar 2026: O Brasil Perdeu Ganhando

    21/03/2026 Duração: 01h36min

    Rafael Arinelli, Daniel Cury e Edu Sacer dissecam o Oscar 2026, a cerimônia em que o Brasil bateu recorde com cinco indicações mas voltou de mãos vazias. E tá tudo bem.A noite foi dominada pelo duelo entre Pecadores (16 indicações, recorde histórico) e Uma Batalha Após a Outra, que levou seis estatuetas incluindo Melhor Filme e finalmente deu o Oscar de Direção para Paul Thomas Anderson. Michael B. Jordan se tornou apenas o sexto ator negro a vencer Melhor Ator em quase 100 anos, enquanto Jess Buckley (Hamnet) foi a primeira irlandesa a levar Melhor Atriz.Mas tem polêmica: a produção cortou discursos de vencedores asiáticos com música, mas deixou americanos falarem à vontade. Guerreiras do K-pop fez história levando Animação e Canção Original (Golden), provando que o K-pop dominou até a Academia. E a Noruega ganhou seu primeiro Oscar de Filme Internacional com Valor Sentimental, derrotando Agente Secreto numa disputa apertada.Conan O'Brien voltou como anfitrião, 19,7 milhões assistiram, e Brigitte Bardot fico

  • #636: A Disney perdeu a criatividade?

    13/03/2026 Duração: 01h35min

    Rafael Arinelli, Camila Henriques, Andreas Buhler e Henrique Rizatto enfrentam a pergunta que ninguém quer fazer mas todo mundo pensa: a Disney perdeu a criatividade ou só perdeu a coragem?Em 2025, a empresa foi o único estúdio a faturar mais de 6,5 bilhões de dólares, tornou o Disney+ lucrativo e quebrou recordes nos parques. Mas quando foi a última vez que criaram um universo do zero que virou fenômeno cultural? Frozen foi em 2013, gente. Treze anos atrás.O papo disseca o paradoxo: nove dos dez filmes de maior bilheteria recentes são marcas que já existem. Toy Story 5, Moana 2 ganhando live action antes de completar dez anos, remakes de Rei Leão e Pinóquio que tecnicamente são impecáveis mas emocionalmente vazios. O Disney+ virou vilão da história, forçando Marvel, Pixar e Lucasfilm a produzir em volume industrial até o público entrar em fadiga.E tem o elefante na sala: o público reclama da falta de originalidade, mas é ele quem garante bilhões para as sequências. Walt Disney hipotecou a casa para fazer Bra

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