Sinopse
Cinem(ação) é um espaço democrático para discussão de filmes, mercado cinematográfico e entrevistas. Oferecemos também artigos, críticas, e outros podcasts em nosso portal! www.cinemacao.com
Episódios
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#635: No Calor da Noite
06/03/2026 Duração: 01h27minRafael Arinelli, Cecília Barroso e Pedro Amaro revisitam No Calor da Noite (1967), o thriller que fez Sidney Poitier dar o tapa mais importante da história do cinema. E não estamos exagerando.Lançado no auge do movimento pelos direitos civis, o filme de Norman Jewison transformou 2 milhões de dólares em 24 milhões de bilheteria e em um ato de resistência política. Poitier recebeu ameaças da Ku Klux Klan, a produção teve que sair do Mississippi por questões de segurança, e o ator exigiu em contrato o direito de revidar caso fosse agredido por um branco na tela. Aquele tapa não foi só roteiro. Foi revolução.Mas o papo vai além da cena viral: o grupo disseca como No Calor da Noite apresentou um trabalho revolucionário do fotógrafo Haskell Wexler (que literalmente inventou técnicas para iluminar pele negra porque as películas da época eram feitas para brancos), a montagem premiada de Hal Ashby e a trilha de Quincy Jones.Porém, tem crítica pesada também: por que Rod Steiger levou o Oscar de Melhor Ator e Poitier n
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#634: Iafa Britz: Da Sala Errada ao Topo das Bilheterias
27/02/2026 Duração: 01h34minRafael Arinelli e Marina Oliveira recebem Iafa Britz, a produtora que entrou na sala errada e nunca mais saiu do cinema. Literalmente. Ela foi fazer um curso de computação gráfica na Fundição Progresso, errou de porta e caiu numa aula de produção audiovisual. O resto é história (e blockbuster).Da era do deserto pós Embrafilme às franquias bilionárias de Minha Mãe é uma Peça, Iafa construiu a Migdal Filmes com um pacto pessoal: usar o sucesso comercial para bancar projetos de impacto social e diretores estreantes. É o cinema como devolução à sociedade, sem romantismo barato.Mas o papo vai fundo: a crise após a morte de Paulo Gustavo, o esgotamento num mercado que virou "jogo de adultos", e como a formação em psicologia salvou sua relação com o audiovisual. Iafa não tem papas na língua para falar sobre ego inflado, indústria tóxica e a necessidade de ter vida fora do set para não pirar de vez.Entre Cássia Eller, Descontrole e a adaptação de Geni pela Ana Muylaert, ela segue firme na "república dos excluídos". P
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#633: Marty Supreme
20/02/2026 Duração: 01h35minRafael Arinelli, Julia Barth, Diego Quaglia e Daniel Cury entram na máquina do tempo suada e gordurosa de Marty Supreme, a estreia solo de Josh Safdie que transforma Timothée Chalamet num vigarista narcisista dos anos 1950. E que alívio ver o garoto sensível finalmente interpretando um babaca profissional.Marty é um vendedor de sapatos que joga tênis de mesa como se fosse salvar a alma (spoiler: não vai), mas o filme não é sobre esporte. É sobre ambição podre, capitalismo selvagem e um protagonista que faz você torcer contra ele. Os Safdies (ou melhor, o Safdie) entregam aquela estética claustrofóbica de sempre: Nova York filmada em 35mm, suja, frenética e desconfortável como uma camisa de poliéster no verão.O plot twist técnico? A trilha sonora anos 80 num filme passado nos anos 50, porque Marty mentalmente já vivia no futuro do "eu, eu, eu". E tem Kevin O'Leary do Shark Tank pedindo pra levar raquetadas na cara. Sim, você leu certo.Marty Supreme é cinema ansioso sobre um homem criança que destrói tudo ao re
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#632: Hamnet
13/02/2026 Duração: 01h57minRafael Arinelli, Fabiana Lima, Carissa Vieira e Gustavo Reinecken mergulham na dor shakespeariana de Hamnet, o novo filme de Chloé Zhao que finalmente faz justiça à mulher por trás do bardo mais famoso da história – e não, não estamos falando de Anne Hathaway, a atriz (mas quase).O filme faz uma engenharia reversa emocional: tira Agnes (a verdadeira Anne Hathaway) da sombra do marido e a transforma em protagonista absoluta através da arrebatadora Jessie Buckley. Enquanto isso, Paul Mescal interpreta um Shakespeare curiosamente estático, preso em enquadramentos que sugerem que até fora do palco ele continuava atuando.A grande sacada de Zhao? Fugir das firulas técnicas e deixar que a emoção crua conduza a narrativa. É cinema contemplativo, quase teatral, onde a câmera parada obriga os atores a entregarem tudo. E quando Agnes finalmente assiste à peça Hamlet e compreende que aquilo é o luto materializado do marido... bem, preparem os lenços.Hamnet não é só um filme sobre perda, é sobre como a arte transforma sof
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#631: Expectativas para 2026
06/02/2026 Duração: 01h53minRafael Arinelli, Thiago Muniz, Edu Sacer e Laysa Zanetti se reúnem para dissecar o cardápio cinematográfico de 2026 - e spoiler: tem coisa boa, tem jabá nostalgia e tem Disney espremendo franquia até sair suco de plástico.O papo começa quente com as surpresas de janeiro (quem diria que Extermínio seria surpreendente de verdade?) e segue pelos "oscarizáveis" de fevereiro, incluindo O Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennell – que promete dividir puristas literários e cinéfilos modernosos. Março traz o possível adeus cinematográfico de Fernanda Montenegro em Velhos Bandidos, enquanto abril entrega o combo nostálgico mais poderoso: O Diabo Veste Prada 2. Meryl Streep voltando para aterrorizar assistentes? That's all.Mas o verdadeiro orgasmo cinéfilo vem em julho com Odisseia, de Christopher Nolan – mitologia grega + IMAX = shut up and take my money. O ano fecha com um embate de titãs: Duna 3 vs. Vingadores: Doutor Destino. Spoiler²: Robert Downey Jr. está de volta à Marvel e ninguém sabe como se sentir sobre
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REPRISE #400: Desconstruindo os tempos de John Hughes
30/01/2026 Duração: 01h07minHoje voltamos com uma reprise emblemática: o episódio de número 400 do Cinem(ação), um marco que celebramos mergulhando fundo no universo de John Hughes e nas memórias cinematográficas dos anos 80 e 90.Com roteiro de Daniel Cury e produção e edição de Rafael Arinelli, este episódio reúne Domenica Mendes, Edu Sacer e Guilherme Arinelli para revisitar a obra de John Hughes e analisar o impacto de seus filmes em diferentes gerações. A conversa parte de um eixo histórico: Hughes roteirizou e dirigiu grande parte de seus sucessos entre os anos 1980 e 1990, período em que suas obras se tornaram referências e foram reprisadas incansavelmente na televisão.Neste episódio, o grupo discute encontros de gerações, contexto histórico, nostalgia, amadurecimento e a forma como esses filmes falavam com o público daquela época. A grande provocação permanece atual: será que as obras de John Hughes ainda dialogam com o público de hoje? O olhar e o comportamento moldados nos anos 80 e 90 fazem sentido diante das demandas contempo
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REPRISE #533: O fim dos astros de Hollywood
23/01/2026 Duração: 01h41minHoje voltamos com uma reprise especial que revisita uma discussão fundamental sobre o cenário atual do cinema: estaria chegando ao fim a era dos grandes astros de Hollywood?Neste episódio, Rafael Arinelli recebe Domenica Mendes (Perdidos na Estante), Rodrigo Basso (Leitor Cabuloso) e Anna Lívia (Podcast Quarta Parede) para entender como o público, cada vez mais conectado ao streaming, às redes sociais e aos grandes blockbusters, passou a se relacionar de outra forma com seus ídolos. E, principalmente, por que nomes que antes garantiam bilheteria — como Julia Roberts, Michelle Pfeiffer, Brad Pitt, Tom Cruise e Will Smith — já não exercem mais o mesmo magnetismo sobre o público.A conversa parte de uma reflexão gerada pela comoção ao redor da morte de Matthew Perry, o eterno Chandler de Friends: como formamos vínculos com atores e atrizes que conhecemos apenas pela mídia e pelas telas? O debate então se aprofunda em temas como celebridade, exposição, função do ator, construção de imagem, e até na maneira como co
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REPRISE #356: Séries que marcaram
16/01/2026 Duração: 01h46minVoltamos hoje com uma reprise especial de um episódio muito querido do nosso catálogo: “Séries que marcaram”. Neste papo, revisitamos um momento em que a cultura pop estava agitada com o anúncio de um novo especial de Friends — e aproveitamos a oportunidade para refletir sobre séries que, assim como ela, marcaram gerações e se tornaram parte da nossa memória afetiva.Rafael Arinelli, Daniel Cury e Henrique Rizatto mergulham em produções mais antigas, da infância à adolescência, relembrando títulos como Mundo da Lua, Anos Incríveis, One Tree Hill, Star Trek, Arquivo X, Prison Break, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory. Na segunda parte, o trio avança pela linha do tempo para discutir o impacto de séries como Breaking Bad, House of Cards, Game of Thrones e muitas outras.O episódio revisita não apenas os títulos, mas também a forma como assistíamos TV: temporadas semanais, episódios-evento, fidelização pela grade e aquela espera que criava expectativa. Afinal, algumas séries funcionam perfeitamente no str
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REPRISE #433: Filmes que merecem continuação
09/01/2026 Duração: 01h31minHoje voltamos com uma reprise cheia de imaginação e boas discussões cinematográficas! Neste episódio, revisitamos a conversa sobre filmes que, na opinião da equipe, realmente mereciam ganhar continuação — mesmo que Hollywood nunca tenha pensado nelas.Rafael Arinelli, Daniel Cury, Thamires Viana (Cineclick) e Duda Smilari se juntam para um papo leve e descontraído sobre sequelas, universos expandidos e aquela fascinação por ver nossos personagens favoritos voltarem às telas. Afinal, por que tantas produções recebem continuações? Nostalgia, conforto, estratégia comercial... ou pura vontade do público?No debate, surgem títulos que despertaram desejo de retorno, como Divertida Mente, Dois Irmãos, Kill Bill, Curtindo a Vida Adoidado, Baby Driver, Um Sonho de Liberdade, Up e até Minari. A conversa também passa por Doutor Sono, Cry Macho, pela série inspirada em Parasita, além de Druk e Sharp Objects.Se você perdeu essa edição quando foi ao ar ou quer revisitar ideias e argumentos que renderam ótimas provocações, ap
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REPRISE #500: Criando um filme
02/01/2026 Duração: 02h45minHoje voltamos com uma reprise muito especial do nosso episódio de número 500, um marco na história do Cinem(ação)! Neste audiodocumentário, revisitamos uma pergunta que move sonhos e inquietações: é possível imaginar um filme em casa e, algum tempo depois, vê-lo ganhar vida, chegar às salas de cinema e ser apresentado ao mundo em um tapete vermelho?Para mergulhar nessa jornada, Rafael Arinelli reuniu vozes fundamentais do audiovisual brasileiro: Luiz Bolognesi, Marina Rodrigues, Isa Bassi, Dandara Ferreira, Rafael Costa, Igor Kupstas, Janis Alencar e Márcio Sallem. Em uma conversa profunda, eles exploram os caminhos, os desafios, os processos criativos e o universo burocrático que transformam uma ideia em obra cinematográfica.Além do debate, o episódio propõe um exercício prático e imaginativo: criar, do zero, o conceito de um filme completo — com nome, sinopse, logline, argumento, descrição de personagens e registro oficial na Biblioteca Nacional. Tudo isso embalado por provocações filosóficas e reflexões so
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REPRISE #377: Causos da sala de cinema
26/12/2025 Duração: 01h55minNo ar mais uma reprise especial direto do nosso arquivo! Dessa vez, relembramos o episódio “Causos da sala de cinema”, um papo cheio de histórias deliciosas (e inusitadas) vividas nas telonas.Se você sente falta da rotina de sentar na poltrona, ouvir o murmúrio da sala escura e mergulhar num filme gigante na tela, esse episódio é para matar a saudade. Rafael Arinelli e Daniel Cury recebem Henrique Rizatto (Geração M) e Bárbara Kruczynski (Wanna Be Nerd) para abrir o baú e compartilhar experiências curiosas: desde sessões emocionantes e imersivas até brigas, confusões e relatos bem peculiares.Entre as histórias, tem “dorgas pesadas” (ou não) envolvendo Harry Potter, tem Ninfomaníaca e notícia de jornal, tem quem dormiu em O Rei Leão e muito mais. Além dos causos, o papo também passa por reflexões sobre o futuro da ida ao cinema — o que mudou, o que se perdeu e o que ainda encanta.Se você perdeu esse episódio quando ele foi lançado ou quer reviver as risadas e memórias, aperte o play e embarque nessa reprise ch
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#630: Retrospectiva 2025
19/12/2025 Duração: 01h45minChegamos ao fim de 2025 com a sensação de que o cinema passou por um ano de ajustes decisivos. Entre retomadas, reavaliações e mudanças de rota, a indústria audiovisual parece ter entendido que repetir fórmulas já não garante o mesmo impacto. Este episódio propõe uma retrospectiva de um ano marcado menos por euforia e mais por reposicionamento: artístico, industrial e cultural.Ao longo da conversa, Rafael Arinelli, Edu Sacer e Claudio Gabriel, analisam como, após a recuperação iniciada em 2024, o cinema mundial passou a investir com mais cuidado em produções regionais, autorais e de nicho. O mercado global voltou a crescer, com aumento expressivo de público impulsionado sobretudo pela América Latina e pela Ásia. No Brasil, 2025 foi simbólico: pela primeira vez desde 2019, o cinema nacional ultrapassou a marca de 25 milhões de ingressos vendidos, mostrando diversidade estética e força em gêneros como terror, animação e filmes híbridos entre apelo popular e experimentação.Na no papo de retrospectiva também houv
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#629: O Segredo de Brokeback Mountain
12/12/2025 Duração: 01h41minRevisitamos um dos filmes mais emblemáticos e dolorosos do século XXI: O Segredo de Brokeback Mountain. Duas décadas após seu lançamento, a obra dirigida por Ang Lee continua a reverberar por sua força emocional, sua relevância social e sua capacidade de revelar, sem filtros, o impacto devastador da repressão afetiva em um mundo regido pelo conservadorismo.No papo, exploramos o contexto histórico e cultural que moldou o efeito do filme. Lançado em 2005/2006, Brokeback Mountain surgiu em um momento em que a representação LGBTQIAP+ ainda engatinhava no cinema mainstream. A história de Ennes Del Mar e Jack Twist, dois jovens vaqueiros que vivem um amor intenso, profundo e secreto ao longo de décadas, chocou setores conservadores e desafiou mitos sobre masculinidade, especialmente por retratar o amor homoafetivo entre cowboys, figuras associadas ao imaginário viril norte-americano.Rafael Arinelli recebe Júlia Barth e Daniel Cury para aprofundar a análise do filme enquanto tragédia romântica e crítica social. O tr
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#628: O Cinema Novo
05/12/2025 Duração: 01h30minO episódio desta semana investiga um dos momentos mais transformadores da nossa história audiovisual: o surgimento do Cinema Novo. Em meio a um Brasil marcado por contrastes profundos — modernização acelerada de um lado, desigualdade social e instabilidade política do outro — o movimento nasceu como um rompimento radical com o cinema comercial que dominava a época.Em um primeiro momento revisitamos o contexto cultural que moldou essa revolução cinematográfica. Enquanto as chanchadas reproduziam fórmulas estrangeiras e escapistas, jovens cineastas começaram a rejeitar essa superficialidade. Inspirados pelo Neorrealismo Italiano e pela Nouvelle Vague Francesa, buscaram criar um cinema crítico, político e genuinamente brasileiro, que encarasse de frente a pobreza, a violência, a fome e a cultura popular.Rafael Arinelli recebe Fernando Machado e Wesley Fernandes para discutir como Glauber Rocha, com sua proposta de “estética da fome”, e outros nomes fundamentais transformaram a precariedade em linguagem e identid
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#627: Wicked: Parte 2
28/11/2025 Duração: 01h42minNo novo episódio do podcast, exploramos as camadas mais instáveis, controversas e surpreendentes de Wicked: Parte 2, a conclusão cinematográfica dirigida por Jon M. Chu que retorna ao universo de Oz para revelar o destino definitivo de Elphaba e Glinda. O filme, lançado em 20 de novembro de 2025, funciona como uma reconstrução emocional e política da fábula original e levanta questões importantes sobre ritmo, estrutura e impacto narrativo.O episódio analisa como a segunda parte do musical, conhecida por sua densidade dramática, apresenta um desafio intrínseco ao cinema. A necessidade de resolver múltiplas tramas reduz o dinamismo, criando momentos de irregularidade que dividem opiniões. Ainda assim, Wicked: Parte 2 acerta ao aprofundar a amizade turbulenta entre Elphaba e Glinda, entregando um olhar mais íntimo e complexo do que o visto nos palcos.A conversa inclui também uma avaliação do elenco, com destaque absoluto para Cynthia Erivo, cuja performance transforma Elphaba em uma presença arrebatadora, enquan
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#626: Streaming Roubou a Alma do Documentário
21/11/2025 Duração: 01h38minO documentário sempre foram um espaço de reflexão, pausa e provocação. Mas o que acontece quando esse formato, historicamente dedicado ao aprofundamento, é engolido pela lógica do consumo acelerado do streaming? Este episódio investiga essa transformação e questiona se ainda há espaço para narrativas que convidam a pensar, e não apenas a seguir para o próximo episódio.Nos últimos anos, a explosão das docusséries e a busca incessante por engajamento criaram uma verdadeira “fórmula do streaming”: cortes rápidos, ritmo frenético e uma narrativa moldada por algoritmos. A linguagem documental começa a se aproximar da estética dos reality shows e do jornalismo imediato, sacrificando nuances e complexidade em nome da retenção de público.É a partir desse cenário que Rafael Arinelli recebe Fabiana Lima e Alan Alves para analisar como essa lógica vem achatando o documentário contemporâneo. O trio discute como o “fast entertainment” transforma histórias densas em conteúdos didáticos e até pedestres, especialmente nos po
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#625: O Agente Secreto
14/11/2025 Duração: 01h27minEntramos na teia de paranoia e poder de O Agente Secreto, o novo thriller político de Kleber Mendonça Filho. Ambientado no Recife de 1977, em plena ditadura militar, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor que volta à cidade e se vê tragado por uma rede de vigilância, repressão e interesses corporativos.Rafael Arinelli recebe Carissa Vieira e Marcelo Miranda para uma conversa que destaca a abordagem singular de Kleber: o autoritarismo aparece não só como grande aparato repressivo, mas como uma camada cotidiana - a violência que se naturaliza nas pequenas rotinas, nas relações de vizinhança e nas instituições. A perseguição sofrida por Marcelo expõe a cumplicidade entre elite, negócios e aparelho estatal, sugerindo que as estruturas de poder permanecem inquietantemente atuais.Falamos do uso do suspense em modo “slow burn”, que intensifica a sensação de claustrofobia e observação constante; da contundência da atuação de Wagner Moura, feita de micro-silêncios e olhares; e do alívio moral e humor s
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#624: O livro é melhor que o filme?
07/11/2025 Duração: 01h52minO que faz uma adaptação ser boa? A fidelidade absoluta ao livro ou a coragem de reinventar uma história para o cinema? No Podcast Cinem(ação #624, Rafael Arinelli, Alan Alves, Domenica Mendes e Rodrigo Basso se reúnem para discutir o eterno dilema das adaptações literárias e o que realmente define o sucesso de uma transposição do papel para as telas.O episódio questiona a ideia de que uma boa adaptação depende de ser “idêntica” ao material original. Nossos hosts lembram que cada mídia tem sua linguagem, e que mudar não é trair, mas traduzir. Exemplos como Drácula de Bram Stoker (Coppola) e a nova série da Netflix baseada em Cem Anos de Solidão mostram como ajustes narrativos podem revelar novos sentidos e respeitar a essência do livro sem repeti-la.A conversa também aborda o impacto econômico das adaptações: cerca de 72% dos vencedores do Oscar de Melhor Filme vieram de livros. Afinal, adaptar uma obra consagrada é um investimento seguro - uma história já testada e com público fiel. Ainda assim, o desafio con
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#623: Filmes de Halloween no Halloween
31/10/2025 Duração: 01h35minO véu entre o mundo dos vivos e dos mortos está mais fino, e o Cinem(ação) entra em clima sombrio com o episódio #623. Rafael Arinelli, Sil Perez, Natália Malini e Henrique Rizatto reúnem-se para celebrar o Halloween em grande estilo: com risadas, curiosidades e uma boa dose de sustos. Este é o guia definitivo para quem ama o Dia das Bruxas e quer mergulhar nas origens místicas, nas tradições e nos filmes que definem essa data.O papo passa pelas raízes celtas do antigo festival de Samhain, rito que marcava o fim do verão e a chegada do novo ciclo, quando o mundo espiritual se misturava ao terreno. Da transição dos nabos para as abóboras nas lanternas do famoso Jack-o’-lantern à chegada da festa ao Brasil nos anos 90, impulsionada por Hollywood, o episódio traça um panorama histórico e cultural fascinante.Mas a conversa também é sobre cinema, muito cinema. Entre cults e clássicos, o grupo monta uma verdadeira maratona temática: de slashers como “Terrifier” a comédia sobrenatural de “Abracadabra”, passando pelo
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#622: Tóia Ferraz e a qualidade da presença
25/10/2025 Duração: 01h34minNeste episódio, a arte ganha forma de refúgio, coragem e reinvenção. A atriz, roteirista e diretora Tóia Ferraz compartilha sua trajetória inspiradora, revelando como transformar dor, vulnerabilidade e observação em criação e potência.De uma carreira sólida na arquitetura a uma guinada total para o universo artístico, Tóia conta como descobriu na atuação um espaço de verdade - o único lugar onde se sentia inteira. Ela relembra a experiência transformadora de um curso em Nova York e o momento decisivo de fechar o escritório para deixar para trás uma vida quase protocolar e se lançar no incerto, mas pulsante, caminho da arte.Rafael Arinelli e Daniel Cury conduzem a conversa e exploram outros talentos de Tóia Ferraz, como a escrita - que se tornou um processo de cura. Em meio ao luto de um divórcio, ela encontrou nas palavras e nas imagens um modo de se reconstruir. Desde então, criar é seu modo de existir.Mas se engana quem pensa que tantas reviravoltas e o sucesso com Ilha de Ferro e C.I.C. a fizeram se acomod