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'Agora não tem ninguém', diz venezuelana após saída de equipes internacionais de resgate

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Sinopse

Duas semanas após os terremotos, equipes internacionais deixam a Venezuela e familiares voltam a assumir as buscas por milhares de desaparecidos sob os escombros. Pedro Pannunzio, correspondente em Caracas Passadas mais de duas semanas desde o duplo terremoto que destruiu o Estado de La Guaira, no litoral venezuelano, a possibilidade de encontrar sobreviventes sob os escombros praticamente inexiste. Por isso, nesta nova etapa da tragédia, as buscas se concentram principalmente na recuperação dos corpos das vítimas. Na tarde desta quinta-feira, Scarly Rojas, de 32 anos, buscava, no que restou de um prédio que tinha cinco andares, por sua mãe, uma das milhares de desaparecidas não computadas pelos dados oficiais divulgados diariamente pelo governo venezuelano. Ela havia se mudado ao prédio desde a operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Mas, no dia 24 de junho, quando os tremores atingiram o país, a jovem estava em Caracas. “Com tudo que aconteceu no país, eu de