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#96 Mulheres Reais| Leo Fraiman: ‘A gente acreditou na ideia irracional e neurótica de fazer o filho feliz o tempo todo; e está dando ruim’
- Autor: Vários
- Narrador: Vários
- Editora: Podcast
- Duração: 0:25:54
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Sinopse
Controlar atividades e monitorar brincadeiras dos filhos pode trazer prejuízos à autonomia das crianças, que crescem sob uma agenda infantil restrita a ações planejadas e supervisionadas por adultos, sem tempo para improvisações. Se por um lado as ocorrências envolvendo violência - dentro e fora das telas - parecem reforçar esse tipo de comportamento dos pais, o mundo será mais competitivo sobre relações sociais. Por isso, exigirá da nova geração atributos que ela não está sendo treinada para possuir. Segundo o psicoterapeuta Leo Fraiman, o excesso de entretenimento programado, como brincadeiras roteirizadas em aniversários infantis, tem criado um ‘autorama existencial’. “As crianças nunca estiveram tão limitadas. Se sempre tem alguém organizando e controlando a vida do filho, como a criança vai lidar com um mundo mais competitivo, exigente, conectado e complexo que está chegando? Sem uma musculatura emocional, teremos uma horda de gente dispensável”, explica o especialista em Psicologia Escolar e mestre em P