Meio Ambiente

  • Autor: Vários
  • Narrador: Vários
  • Editora: Podcast
  • Duração: 4:48:28
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Sinopse

Entrevistas sobre todos os temas relacionados ao meio ambiente. Análises sobre os principais desafios no combate ao aquecimento global, à poluição. Iniciativas para proteção dos ecossistemas e reflexão sobre políticas de prevenção de catástrofes naturais e industriais.

Episódios

  • O cheiro também polui: livro francês evidencia impacto de poluições sensoriais nos ecossistemas

    30/07/2026 Duração: 18min

    Os excessos de luz e sons artificiais, mas também de odores estranhos à natureza, têm ganhado espaço no balanço de impacto ambiental das atividades humanas. Os sons e cheiros podem ter consequências tão nefastas aos ecossistemas quanto a iluminação noturna, estudada há mais tempo pela ciência. Os danos de uma atividade ou empreendimento vão muito além dos efeitos físicos e diretos no ambiente, como a derrubada de árvores e a contaminação de rios. É o que mostra o ecólogo francês Romain Sordello, autor de pesquisas que se transformaram no livro "Poluições sensoriais: face oculta da nossa pegada ecológica?". “Se pegamos o exemplo de uma estrada, vemos que existe um rastro físico associado ao asfalto, que é claramente definido. Mas há também uma marca sensorial ainda mais extensa, envolvendo a iluminação pública, os faróis dos carros, o ruído dos motores, os odores como os gases de escapamento dos veículos”, explica. “Todos esses fenômenos se propagam pelo ambiente e pela paisagem, irradiando-se a partir da font

  • Comissão Europeia quer dobrar eletrificação até 2040, mas flexibilização do mercado de carbono decepciona

    23/07/2026 Duração: 06min

    Os choques de petróleo e gás gerados pelas guerras em curso deram a sacudida que faltava para a Europa mexer na sua matriz energética. A Comissão Europeia anunciou um plano para dobrar até 2040 a produção de eletricidade no bloco, estagnada em apenas 23% do consumo de energia final, ainda amplamente dominado pelas fontes fósseis. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O grande desafio será baixar e estabilizar o preço da eletricidade, três vezes mais taxada do que o gás, o que a torna mais cara. Para isso, serão necessárias novas fontes de financiamento para os investimentos nas infraestruturas dos sistemas energéticos europeus, historicamente focados no petróleo, no gás e no carvão. “Isso é realmente o cerne da coisa”, frisa Nicolas Berghmans, diretor do programa de Novas Políticas Industriais do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (Iddri), em Paris. “Quando olhamos para o resto do mundo, a China, a Coreia e o Japão já atingiram taxas de 30% e seguem aumentando rapidamente a dinâmica de

  • Como o colapso da biodiversidade leva à perda de 20% do PIB mundial, segundo cientista francês

    16/07/2026 Duração: 06min

    Desde os anos 1990, fatores como a atividade humana, a poluição e as mudanças do clima amputaram o planeta de 40% dos seus estoques naturais. No começo do ano, um relatório do IPBES, a plataforma intergovernamental da ONU para a biodiversidade, alertou sobre os riscos desse declínio de seres vivos para a economia mundial e a estabilidade financeira.  O desaparecimento progressivo de plantas, animais, insetos, moluscos e micróbios gera um efeito dominó na agricultura e nas cadeias de valor que, para muitos países, representam a maior parte do PIB. Ao mesmo tempo, essa erosão em curso eleva os custos de produção – em outras palavras, riqueza que deixa de ser gerada, à altura de US$ 2,7 trilhões por ano até 2030, avaliou o Banco Mundial em 2021. Novos estudos apontam que os dois efeitos combinados já teriam resultado em um prejuízo de 20% do PIB mundial, adverte o biólogo Marc-André Selosse, professor e pesquisador do Museu de História Natural de Paris. Autor de diversas obras, ele acaba de publicar De la biodiv

  • Acostumado às altas temperaturas, Brasil menospreza riscos de ondas de calor, que têm aumentado

    09/07/2026 Duração: 21min

    As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa, com intensidade e duração jamais vistas, além de inéditas para a época do ano, disparam o alerta sobre a aceleração das mudanças climáticas no mundo – uma advertência que vale também para países acostumados às altas temperaturas, como o Brasil. Especialistas apontam que, por ter um clima tropical, o fenômeno é menosprezado no país e carece de políticas públicas adequadas para ser enfrentado. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Os episódios designam os períodos de pelo menos cinco dias em que as temperaturas ultrapassam em 5°C ou mais os valores médios registrados em 30 anos, em cada região. As ondas de calor sempre existiram, porém estão se tornando mais frequentes e intensas, devido às mudanças climáticas. No Brasil, ainda são tratadas como "normais" para o clima tropical e têm até apelidos como “calorão”, “veranico de outono” ou “de inverno”. Entretanto, pouco se ouve falar sobre as mortes que elas causam, ao contrário da Europa. "Em países tropicais como o Brasi

  • Falta de embalagens compostáveis limitam reaproveitamento do lixo orgânico

    25/06/2026 Duração: 06min

    A redução dos resíduos é um dos grandes desafios do combate à poluição, em especial por microplásticos, que afetam solos, oceanos, ecossistemas e a saúde humana. Na gestão do lixo orgânico, o baixo índice de biodegradabilidade das embalagens freia a expansão da compostagem, inclusive nas grandes economias desenvolvidas. Um país como a França gera 10 milhões de toneladas de lixo orgânico que poderia ser transformado em adubo orgânico e usado na fertilização dos solos. Mas na hora de recolher esse material das casas ou empresas, a maioria é desperdiçada: apenas 17% é coletado, e uma quantidade insignificante está embalada corretamente, com material biodegradável. Ao entrar em contato com resíduos orgânicos, na presença de oxigênio e umidade, a embalagem compostável se decompõe, sendo "consumida" pelos microrganismos presentes nesse ambiente. Nas usinas de revalorização, a triagem do plástico não compostável encarece o serviço, de modo que, de um total de quase 800 plataformas de compostagem no país, apenas 91 a

  • Sob o silêncio da Fifa, Copa de 2026 será recordista em emissões de CO2

    11/06/2026 Duração: 06min

    O vencedor da Copa do Mundo de futebol será definido no campo, mas esta edição da competição já tem um título nada honroso a exibir: o de Mundial mais emissor de gases de efeito estufa da história do esporte. Disputada em três países, 16 cidades e com um recorde de 48 seleções, a Copa provocará um uso inédito de transporte aéreo pelas seleções e torcedores – sem falar do volume de dados para as transmissões dos jogos por streaming. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O alto volume de voos será inevitável não apenas para levar um recorde de 6 milhões de espectadores do mundo todo para os países-sede, Estados Unidos, México e Canadá, como para os deslocamentos internos até os locais das partidas. A distribuição dos jogos desconsiderou o balanço ambiental das distâncias – a maior delas é de mais de 4 mil quilômetros, entre o Estádio Azteca, na Cidade do México, e o BC Place, em Vancouver. O resultado é que as emissões geradas pela Copa serão no mínimo o dobro da última edição, no Catar: 7,8 milhões de toneladas de CO₂

  • Às vésperas de outro El Niño, Brasil segue vulnerável a catástrofes, alertam especialistas

    04/06/2026 Duração: 14min

    Menos de dois anos depois da última ocorrência do fenômeno meteorológico El Niño, que contribuiu para as enchentes históricas no Rio Grande do Sul de 2024 e as secas inéditas na Amazônia, o Brasil progrediu no combate a desastres, mas não aprendeu as lições para avançar na resiliência climática. Os impactos de mais um El Niño devem começar a aparecer no país no segundo semestre, estendendo-se até 2027. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A configuração do fenômeno já está instalada nas águas do oceano Pacífico, salienta o doutor em meteorologia José Marengo, membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) e coordenador-geral de pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Você vê o padrão de aquecimento no Pacífico Tropical, e está claro. O que nós não sabemos ainda é a intensidade”, frisa. “Estamos em início de junho, e fazer uma previsão em junho para um fenômeno cujo pico de intensidade seria mais ou menos novembro, é muito cedo.” Uma das i

  • Antes de eleições, novo ‘pacote da destruição’ no Congresso ameaça política ambiental no Brasil

    29/05/2026 Duração: 18min

    Está nas mãos dos senadores a análise de uma série de medidas antiambientais que a bancada ruralista acaba de aprovar, a toque de caixa, na Câmara dos Deputados. Os projetos de lei visam enfraquecer os mecanismos de controle do desmatamento, amputam em 40% a área protegida de uma floresta na Amazônia e até transferem para o Ministério da Agricultura e Pecuária o poder de designar quais são os animais com risco de extinção no Brasil. O novo “pacote da destruição”, denunciado por entidades ambientalistas, começou a ser apresentado no chamado “Dia do Agro” na Casa, em 19 de maio. Com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sem debate público nem aprofundamento técnico sobre as propostas, as votações ocorreram em ritmo acelerado, sem que houvesse margem de manobra para obstrução. A coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, vê um governo de mãos amarradas diante da bancada ruralista. “O Congresso tem se mostrado uma arena muito complexa, e o executivo, que não

  • Start-up francesa transforma cabelos em roupa, utensílio de limpeza e até aliado do reflorestamento

    21/05/2026 Duração: 06min

    Todos os dias, toneladas de cabelos cortados em salões de beleza vão parar no lixo – quando, na realidade, poderiam servir de matéria-prima para diversos produtos. Uma start-up francesa transformou um projeto de dois estudantes em uma fábrica, que hoje emprega 20 pessoas e recicla até 20 mil quilos de cabelos por mês. Se os pêlos de animais podem ser utilizados, por que não os de humanos? Há sete anos, essa dúvida instigou o interesse de dois estudantes de administração em Clermont-Ferrand, no centro da França, quando eles descobriram que 4 mil toneladas de cabelos eram jogadas fora todos os anos no país. James Taylor e Clément Baldellou então perceberam que uma matéria-prima natural como essa teria um alto potencial de substituir a fibra plástica – portanto, derivada do petróleo –, com uma série de usos na indústria. Os dois se lançaram no desafio de criar a primeira cadeia de reciclagem de cabelos do mundo. "Vendo as propriedades desse material, achamos que era uma grande pena desperdiçá-lo. Decidimos encar

  • Contra a crise climática, proibição de anúncios de carne e petróleo avança na Europa

    14/05/2026 Duração: 15min

    Ver menos outdoors de hambúrguer levaria você a comer menos carne? Amsterdã se juntou à lista de cidades que proíbem a publicidade de produtos com alto impacto ambiental, como medida de combate ao aquecimento global. A decisão levanta questionamentos sobre a forma mais eficaz de estimular a população a reduzir o consumo desses produtos. A capital dos Países Baixos se tornou a primeira do mundo a banir do espaço público anúncios de carne e combustíveis fósseis, como o petróleo. A medida inclui fabricantes de aviões e companhias aéreas. A lei, apresentada pelos partidos Ecologista e Dos Animais, argumenta que o espaço público deve estar alinhado com os objetivos de Amsterdã de atingir a neutralidade de carbono até 2050 e diminuir pela metade o consumo de carne bovina – altamente emissora de gases de efeito estufa como CO2 e, principalmente, metano. “A reflexão em Amsterdã foi que a publicidade cria um impasse entre o se pede para os consumidores fazerem – ou seja, respeitarem o meio ambiente –, e os sinais cont

  • Curtir conteúdos de animais silvestres estimula tráfico internacional, alerta campanha

    07/05/2026 Duração: 06min

    Comuns nas redes sociais, os vídeos engraçadinhos de animais silvestres como gorilas, leopardos, cobras ou periquitos podem parecer mero entretenimento, mas escondem um impulso significativo ao tráfico internacional de espécies. Muitos usuários não têm consciência de que cada curtida estimula ainda mais a comercialização de bichos selvagens, inclusive a ilegal. Com foco no público europeu, um dos principais consumidores desse mercado, a organização Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW) lançou uma campanha de conscientização sobre o impacto dos “likes” nos posts que colocam em cena espécies exóticas em ambientes domésticos. Em muitos casos, os animais são coagidos a reproduzir comportamentos humanos, em busca de mais audiência. “Esse tipo de conteúdo banaliza a criação de animais selvagens, retratando-os como animais de estimação, quando, na realidade, eles não são nada adequados para viver em cativeiro, em ambiente doméstico”, explica a diretora de campanhas Mia Crnojevic. “Os algoritmos dão

  • Mapa do caminho do Brasil para fim dos fósseis não deve sair até a COP, diz ministro do Meio Ambiente

    28/04/2026 Duração: 20min

    A Colômbia promove nesta terça e quarta-feiras (28 e 29) uma conferência inédita para impulsionar o debate internacional sobre o afastamento dos combustíveis fósseis, cuja produção e consumo são os principais responsáveis pelo aquecimento global. O Brasil está presente em Santa Marta, ao lado de outros quase 60 países. Entretanto, como a maioria dos participantes, Brasília chega ao evento sem ter conseguido elaborar o seu próprio plano para reduzir a dependência dos fósseis. Lúcia Müzell, da RFI em Paris “Não estamos trabalhando com a expectativa de termos um mapa do caminho na próxima COP”, disse ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, à RFI. “Mas isso não tem a ver com uma diferença de visão [dentro do governo]. É um debate que está em curso, não está parado e acredito que, em breve, a gente terá uma proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética para estabelecer os marcos, os princípios, que serão utilizados para que o Brasil elabore o seu mapa do caminho”, explicou. Capob

  • Conferência na Colômbia reunirá países dispostos a planejar a saída dos combustíveis fósseis

    16/04/2026 Duração: 15min

    Os países dispostos a avançar rumo a um mundo com menos petróleo encontram-se a partir da próxima semana na cidade de Santa Marta, no Caribe colombiano. Será a primeira vez que eles se reúnem desde o lançamento de um debate internacional sobre o afastamento dos combustíveis fósseis na COP30, em Belém.  Lúcia Müzell, da RFI em Paris Há quase três anos, os 195 participantes da COP28, em Dubai, chegaram a um acordo histórico sobre a necessidade de uma transição “para longe” dos fósseis, principais causadores das mudanças climáticas. Mas desde então, na prática, o assunto desapareceu dos principais fóruns internacionais que poderiam encaminhar alternativas para esse tema complexo. A iniciativa do Brasil em abrir esta conversa em Belém acabou bloqueando a última Conferência do Clima das Nações Unidas. Menos da metade dos países queria ver avanços, e um número semelhante forçava no sentido contrário. A Colômbia, então, anunciou a intenção de promover uma reunião internacional, com o apoio da Holanda. Todas as econo

  • Energia, lixo no mar, agricultura: no ChangeNOW em Paris, soluções sustentáveis visam Brasil

    02/04/2026 Duração: 06min

    Em um dos monumentos mais grandiosos de Paris, o Grand Palais, empresas, startups e institutos de todo o mundo apresentam novas soluções concretas contra a crise climática e a destruição dos ecossistemas. O ChangeNOW se consolida como um dos principais hubs de aceleração de ações para promover a sustentabilidade no planeta. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A nona edição do evento se encerrou nesta quarta-feira (1º), com 40 mil participantes e mais de mil iniciativas. Entre elas, várias contemplam o Brasil. A Enverge AI, por exemplo, capta energia renovável desperdiçada nos geradores e a canaliza para o uso na inteligência artificial. Apesar de ser fundamental para o desenvolvimento tecnológico, o setor representa um desafio colossal em termos de consumo energético. A Enverge utiliza microdata centers instalados dentro de geradores de energia renovável. "A demanda de energia já disparou e já está sendo um problema, uma limitação no crescimento em alguns casos, principalmente no lado do desenvolvimento, que é o qu

  • No Pantanal, COP15 das espécies migratórias destaca declínio de animais ‘sem fronteiras’

    26/03/2026 Duração: 19min

    A vida delas é viajar: as espécies migratórias percorrem milhares de quilômetros entre continentes em busca de alimento, água, locais de reprodução ou condições climáticas adequadas. Mas as intervenções humanas na natureza e as mudanças do clima ameaçam sua sobrevivência. Algumas populações, como os peixes de água doce, sofreram um declínio de 81% nos últimos 50 anos. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Nesta semana, o Brasil recebe mais de 130 países para a 15ª Conferência da ONU sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres. O evento acontece no emblemático Pantanal, a maior planície alagável do planeta e um dos principais refúgios de biodiversidade do país. Menos badalada que as Conferências do Clima, esta COP15 tem o desafio de proteger os corredores migratórios desses animais, que desconhecem fronteiras. Em outras palavras, de nada adianta um país garantir o trânsito das espécies se, no país vizinho, elas não encontrarem um ambiente equilibrado e seguro para seguir seu caminho. Nas América

  • Impacto ambiental da guerra: ‘Não haverá nem vencedor, nem vencido: apenas vítimas da poluição’

    19/03/2026 Duração: 06min

    Na medida em que o conflito no Oriente Médio se estende, desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, aumentam também as preocupações sobre o impacto ambiental da guerra. As instalações de petróleo no Golfo têm sido um dos alvos prioritários de bombardeios, gerando uma chuva tóxica com efeitos ainda inestimáveis na região. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As “chuvas ácidas” ocorridas após a explosão de milhares de toneladas de óleo levaram a ONU a emitir um alerta sobre os riscos à saúde dos iranianos. Os poluentes como enxofre e compostos de nitrogênio, liberados na explosão, se dispersam na atmosfera. Quando entram em contato com as partículas de água presentes no ar, esses químicos se transformam em ácidos tóxicos, como o sulfúrico e o nítrico. As precipitações levam os poluentes de volta para o solo e a água, causando danos prolongados à agricultura e à qualidade da água. Jacky Bonnemains, diretor da organização ecologista francesa Robin des Bois, lembra que o Golfo Pérsico é um mar quas

  • Salinização dos solos obriga regiões costeiras a reinventarem a agricultura

    26/02/2026 Duração: 07min

    A interação entre um clima mais quente e práticas agrícolas prejudiciais está tornando as regiões costeiras cada vez menos férteis. A salinização dos solos se expande nos cinco continentes e, nas zonas áridas e semiáridas, coloca em risco cultivos tradicionais.    Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de 10% da superfície terrestre é afetada pelo fenômeno. A presença de sal é natural na terra e na água. No entanto, a crise climática e a má gestão humana têm levado a desequilíbrios que abalam a fertilidade destes solos. Um bilhão de hectares do planeta estão ameaçados nas próximas décadas. As zonas diretamente em contato com o mar são as mais vulneráveis – é onde a água dos lençóis freáticos costuma ser mais explorada para o consumo humano, abrindo espaço para a substituição pela água salgada. Em entrevista à RFI, o hidrologista Claude Hammecker, especialista no estudo dos solos do instituto francês de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), afirma que as mudanç

  • Presidência da COP30 abrirá consultas para ter 'mapa do caminho' sobre fósseis antes de novembro

    18/02/2026 Duração: 12min

    A presidência brasileira da Conferência do Clima da ONU em Belém convida os países e organizações internacionais a contribuírem, a partir da semana que vem, com a elaboração de um “mapa do caminho internacional” para o afastamento dos combustíveis fósseis, os principais causadores do aquecimento global. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, realiza um giro internacional para reunir apoio técnico para a proposta, lançada pelo Brasil em novembro passado. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Depois de se encontrar com a autoridade climática da ONU (UNFCCC) na Turquia, para iniciar os preparativos para a próxima COP, em Antalya, o embaixador esteve na sede da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma. Na sequência, esteve em Paris para reuniões na Agência Internacional de Energia e com a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). O primeiro passo é compilar os dados mais recentes para fundamentar uma proposta equilibrada, no contexto em que a maioria dos países ainda tem uma forte dep

  • Ao menosprezar danos à natureza, empresas ignoram riscos para elas mesmas, alerta relatório

    10/02/2026 Duração: 23min

    Ao contribuírem para a perda da biodiversidade do planeta, empresas mundo afora estão cavando a própria cova – e não fazem nada, ou muito pouco, para reverter os riscos que pesam sobre elas mesmas. Um relatório publicado nesta segunda-feira (9) apresenta as conclusões de três anos de pesquisas sobre uma relação que é, ao mesmo tempo, de dependência e de destruição. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O estudo da respeitada Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), conhecido como “o IPCC da biodiversidade”, alerta que todos os negócios dependem da natureza. Entretanto, as atividades econômicas resultaram na redução de 40% dos estoques do capital natural a partir de 1992, aponta o texto. “O crescimento da economia global ocorreu à custa de uma imensa perda de biodiversidade, que agora representa um risco sistêmico crítico e generalizado para a economia, a estabilidade financeira e o bem-estar humano”, afirma o documento, elaborado por especialistas de 7

  • O lado B do salmão de cada dia: uma indústria que polui e afeta populações no sul global

    05/02/2026 Duração: 07min

    Não muito tempo atrás, comer salmão era um privilégio de ocasiões raras no ano. O preço alto de um produto nobre, pescado em águas distantes e geladas, não permitia que fosse de outra forma. Mas hoje, nas grandes cidades ocidentais, há quem se dê este luxo várias vezes por semana, apesar do alto custo social e ambiental de uma indústria que parece fora de controle.  O salmão encontrado nos supermercados em 2026 tem pouco a ver com as espécies selvagens que eram degustadas até os anos 1980. Nos últimos 40 anos, o consumo mundial do peixe triplicou graças à expansão da criação em cativeiro nos principais países produtores, Chile, Escócia e Noruega.  Na maioria das fazendas marinhas, os salmões vivem confinados aos milhares em espaços limitados por gaiolas. Privados de seus hábitos naturais, podem se atacar uns aos outros e são presas fáceis para parasitas, explica Maxime Carsel, autor de um livro que acaba de ser publicado na França: Un poisson nommé saumon : enquête sur une industrie dévastatrice (Um peixe cha

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